25 Set

Investir na Saúde Mental – Evidências para a ação (OMS)

25 Set

investing_in_mh_2013A Organização Mundial de Saúde publicou recentemente um relatório sobre a importância de investimento na saúde mental. No relatório “Investing in Mental Health – Evidence for action”, a OMS explora os conceitos de saúde mental, qual a sua importância para a vida humana como um direito fundamental, e quais as direções que os governos podem seguir no sentido de alterar as políticas públicas.



“A saúde mental e o bem-estar são fundamentais para nossa capacidade coletiva e individual, como seres humanos de pensar, sentir, interagir uns com os outros, ganhar e aproveitar a vida. No entanto, atualmente a formação do capital mental individual e coletivo – especialmente nos estágios iniciais da vida – está a ser retido por uma série de riscos evitáveis ​​para a saúde mental, enquanto os indivíduos com problemas de saúde mental são desprezados, discriminados e negados direitos básicos, inclusive acesso aos cuidados essenciais.

Neste relatório, as razões potenciais para esta aparente contradição entre os valores humanos e ações sociais observados são explorados com vista a uma melhor formulação de medidas concretas que os governos e outras partes interessadas podem tomar para reformular as atitudes sociais e políticas públicas em torno da saúde mental.”

Este trabalho aponta para um conjunto de argumentos e evidências para uma mudança dos critérios de investimento. Entre os quais destacamos:


Proteção de Direitos Humanos:

– Indivíduos com problemas de saúde mental (e suas famílias) são frequentemente sujeitos ao estigma, descriminação e vitimização.


– Políticas e leis bem formuladas e aplicadas que são orientadas para os direitos humanos, previnem o abuso e protegem os direitos.


Saúde Pública e Fardo Económico:


– Globalmente, mais de 25% da totalidade de anos vividos com incapacidade e mais de 10% do peso da doença é atribuído a distúrbios mentais, neurológicos ou induzidos por substâncias.


– Sem intervenção, as perdas económicas associadas as estes distúrbios irão aumentar significativamente para além dos enormes níveis já existentes.


Custos e Custo-Eficácia


– Medidas exequíveis, acessíveis e financeiramente vantajosas estão disponíveis para a prevenção e tratamento de distúrbios mentais, neurológicos ou induzidos por substâncias.


– Um pacote integrado de medidas financeiramente vantajosas para tratamento e prevenção pode ser colocado à disposição de comunidades,com rendimentos baixos e médios, com um custo de 3 a 4 dólares per capita.


Acesso Equitativo e Proteção Financeira


– A maioria das pessoas com doença mental não tem um acesso adequado a serviços de saúde mental essenciais; aqueles que usufruem desses serviços tendem a pagar grande parte da fatura.


– A integração do cuidado em saúde mental nos cuidados de saúde primários públicos, e a partilha de tarefas com prestadores de serviços em saúde não especializados, são medidas apropriadas e viáveis para potenciar o acesso.


Faça o download do relatório aqui.

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